segunda-feira, 14 de novembro de 2011

EXÉRCITO DE ALEIJADOS



Exército de aleijados 
David Iasnogrodski
escritor, engenheiro, administrador
blog: davidiasnogrodski.blogspot.com



Adoro o rádio. Acredito que seja o melhor veículo de comunicação. É ágil! É preciso! Claro está que a TV tem imagem e som, mas o rádio... A Internet está aí... acredito muito neste veículo... mas ainda precisa passar por alguns passos para obter a credibilidade e confiabilidade do rádio... Posso estar sendo muito conservador, mas é a minha opinião. Acredito até que vou mudar dentro de algum tempo, mas agora...



Num dia desses, ouvindo a Rádio Gaúcha, mais precisamente o Programa Gaúcha Repórter, com apresentação do jornalista Lasier Martins, ouvi uma expressão que me deixou muito preocupado: “Exército de aleijados”.

Estava o apresentador se referindo a uma realidade: motociclistas. Sim, a essas pessoas que dirigem as motos. Estava dizendo ele, em função de uma entrevista que tinha realizado com o secretário de Transportes de Porto Alegre/RS, que o número de acidentes e acidentados com o veículo moto cada vez mais estava aumentando. “Estamos diante de um verdadeiro exército de aleijados”.

Isso é preocupante! A maioria dos motociclistas são jovens. Jovens que possuem a moto como equipamento de trabalho. As famosas tele-entregas, onde o tempo é o fator primordial para a chegada do produto ao consumidor final. É a logística da tele-entrega... Nós necessitamos da pizza, medicamento, ou outro produto qualquer em que a entrega do motoboy faz parte do consumo...

Isso é preocupante! A motocicleta é um veículo rápido, mas na minha opinião a segurança é quase zero, em função de que não há nada para proteção do(s) ocupante(s). Isso é preocupante! Estamos perdendo muitas vidas. Estamos com muitas vidas deficientes. Vidas estas, na maioria, jovens. Jovens que estão passeando no veículo dos jovens... Jovens que estão realizando trabalho, num momento de pouco trabalho para muitos...

Isso é preocupante! Nas cidades, nas estradas, observamos a quantidade de motos num vai-e-vem terrível, numas ultrapassagens terríveis, numa velocidade, em muitas ocasiões bem acima da permitida. E aí surgem ali – bem ali – os acidentes. Muitas vezes fatais...

Precisamos ter mais cuidado com eles – os motociclistas-, e eles terem mais cuidado conosco e com eles mesmos. É a convivência humana... Não podemos, de nenhuma maneira, aumentar este  exército – “ o exército dos aleijados”. Temos famílias. Eles também...

Isso é preocupante! Motocicilistas! - E não chamei vocês em nenhum momento de motoqueiros, pois bem sei que vocês não gostam - Parem um pouco para pensar nesse assunto. Sei que neste momento vocês estão andando. Parem! Estacionem... Pensem em vocês e na família de vocês... Não façam parte desse exército de aleijados!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

UMA REALIDADE




UMA REALIDADE



David Iasnogrodski – escritor, engenheiro, administrador – david.ez@terra.com.br

Blog:   davidiasnogrodski.blogspot.com








Foi o tempo das diligências.



Hoje o tempo é outro.





Continua os dias com 24 horas. O que parece é que estas horas “correm” com maior rapidez.

São outros tempos.



Tempos da globalização de tudo e de todos.

Tempos da Internet.

Ainda a Internet ou já temos outras “cositas” mais modernas? Ninguém sabe. Ou melhor, alguns já sabem…..



O tempo “corre”.



Os negócios correm. Correm atrás do capital. Passando por cima de tudo e de todos.

Não há mais o regionalismo. Não há mais o romantismo do regionalismo...

Há, isso sim, é a  vontade férrea de vencer a qualquer custo os adversários e procurar os grandes negócios. E eu disse os grandes negócios.  É a lei da sobrevivência. O maior engolindo o menor... Frase antiga mas aplicada a qualquer tempo.



Os ditos “grandes negócios vão se encontrar onde estiver o mercado consumidor”. E onde está o capital.

É uma regra que sempre existiu, mas agora são  os “grandes” pulando “rapidamente” por cima de todos. E mais uma vez eu digo: ‘patrolando todos e tudo”...



O regionalismo cedeu lugar aos negócios nacionais e internacionais.



E o que fazer?

“É deixar a diligência passar”...



Um grande exemplo são as empresas de engenharia. Estão, as maiores, em, quase todo o país.

Dominando por completo, ou quase completamente, a engenharia regional.

Compreende-se. E o “status quo”.

É o montante de capital junto ao mercado consumidor.

É só um exemplo.



Outros tantos poderíamos mencionar.



Necessitamos nos conformar.

São as “diligências” mais rápidas que estão aportando em todos os lugares...

Ou crescemos, ou implodimos.



E uma realidade.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

A HISTÓRIA DE UM SORRISO





A HISTÓRIA DE UM SORRISO


David Iasnogrodski – escritor, engenheiro, administrador - david.ez@terra.com.br

Blog:  davidiasnogrodski.blogspot.com

Tenho hoje seis anos.

Sou sorridente e muito sapeca...

Gosto de brincar. E muito!

Brincar com que?

Não tenho brinquedos. Então brinco com as pessoas... Gosto até de cantar!

Tenho afazeres. Muitos afazeres! Mas assim mesmo faço sempre sorrindo. Sei que não é fácil, mas estou sempre sorrindo.

Vejo!

Observo!

Observo que “amiguinhas” minhas que passam por mim e dizem oi! Possuem muitos brinquedos. Bonecas! Bonecas e mais bonecas. E eu só olho. Fico a pensar: “Ainda terei uma boneca...”.

Eu tenho muitos afazeres.

Desde ao acordar, normalmente debaixo de uma marquise, vou “saborear” o pãozinho dado pela Tia Olga. Chamo de Tia, pois ela diariamente está ali, na mesma hora, me entregando o pãozinho. Como é gostoso! O Tio Beto me traz o leite. Também ele não é meu Tio. Não tenho tios. Não tenho primos, nem pai.

Só minha mãe! Não conheci o meu pai. Não sei onde está. Pergunto à minha mãe. Ela me diz que também não sabe... Não sabe onde ele está!

Sou a maior das minhas irmãs. Somos em três.

“A esquina das três meninas”, diz sempre a Tia Esmeralda. Ela nos dá roupas, colchonetes e travesseiros. Às vezes a gente sente muito frio. Minha mãe quando acontece isso nos abraça bem, e aí fica bem mais quentinho... Será que ela também sente frio? Quando serei grande eu saberei responder a esta minha pergunta...

Estão curiosos por saberem dos meus afazeres?

Então vou contar: “fico sempre na esquina, junto à faixa de segurança pedindo um trocadinho”.

Sim, um trocadinho!

Mas sempre sorrindo e me cuidando dos automóveis. Muitas vezes eles passam com muita velocidade...

Levo depois para minha mãe. Ela diz sempre: “Isso é para o nosso sustento. Teu e das tuas irmãs”.

Eu estou sempre sorrindo. Desde o amanhecer até quando vou dormir. Durmo muito cansada!

Sei que o tempo vai melhorar e eu poderei ir para o colégio. Tenho certeza que lá conseguirei muitas amiguinhas. É o meu maior sonho... Amiguinhas e brinquedos!

Sou a Leonor.

“A Leonor dos cachinhos escuros” – assim me chama o Seu Fernando – motorista de táxi – que sempre passa pela “minha esquina” Além de passar pela “minha esquina” ele me dá uma moedinha. Às vezes até bombom.

Como é bom Bombom “!!! Quando ganho vou correndo até minha mãe, para ela provar um pedacinho. Ela fica satisfeita. Minhas irmãs também gostam de Bombom. Muitas vezes minha mãe não come e divide o pedacinho com minhas irmãs”.

Assim sou eu...

A Leonor.

“A Leonor dos cachinhos escuros”

E vocês, têm amiguinhos?

Um dia terei muitos amiguinhos.

Farei festa de aniversário e convidarei todos vocês. Terá balão e cachorro quente...

Quando sobra alguma moedinha minha mãe me compra um cachorro quente. Como fico feliz nesse dia. Sempre estou feliz!

Não esqueçam, logo logo farei meu aniversário e vocês todos, que me ajudaram, serão convidados. Cantaremos juntos os “Parabéns a você”. Minha mãe já me ensinou esta música...

Combinado?

Não esqueçam...

Ainda não sei o dia, mas acredito que está perto...

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

ANDAR DE BICICLETA





ANDAR DE BICICLETA



David Iasnogrodski – escritor, engenheiro, administrador – david.ez@terra.com.br

Blog: davidiasnogrodski.blogspot.com



São poucos, na minha opinião, os que não sabem andar de bicicleta.

E quem não sabe aprende com muita facilidade.



A bicicleta é um dos maiores inventos, depois da roda. Dizem. os entendidos em história que cronologicamente, ela antecedeu aos motores a vapor e a explosão. É considerado o primeiro veículo mecânico para o transporte individual.



Vários autores defendem que a bicicleta surgiu pela mão do conde francês Mede de Sivrac. Outros autores  dizem que sua criação é posterior, no entanto existem registros de que os antigos egípcios já conheciam a bicicleta, ou pelo menos já idealizavam nos seus hieróglifos a figura de um veículo de duas rodas com uma barra sobreposta. Agora, em 1966, monges italianos, no restauro de manuscritos de Leonardo da Vinci, descobriram também desenhos datados de 1490, em que se podia distinguir uma máquina muito semelhante às modernas bicicletas, dotadas inclusive de pedais e tração por corrente.



Muito semelhante às bicicletas do século XXI.



Normalmente, aprendemos a “pilotar” este veículo antes da idade de podermos “pilotar” um veículo a motor. Já vi bicicletas com motor acoplado...



Voltando à tradicional bicicleta, que por sinal, vimos que é um veículo antigo... E bem antigo...



Veículo limpo com duas rodas. Quando aprendemos, normalmente – lá na tenra idade -, vem acompanhada de duas pequenas rodinhas. Tudo para não cairmos no chão... e quantos de nós já não caiu... Não é verdade?

Veículo ainda pouco utilizado aqui no Brasil.

Veículo, que em países mais adiantados, são utilizados para todo o tipo de locomoção da população.

Há cidades tipicamente universitárias, onde o veículo mais utilizado por todos – alunos e professores – é a bicicleta.



Bicicletas simples

Bicicletas com “marchas” (câmbio).

Bicicletas...



Claro está que nestes locais há “ciclovias”, e isso ainda, aqui no Brasil, é uma “raridade”.

Porque não seguimos estes países?

Tanto reclamamos da poluição causada pelos veículos automotores e cada vez mais produzimos e adquirimos estes meios de locomoção.



E a bicicleta?



É um veículo limpo. Não causa qualquer tipo de poluição.

Veículo interessante até para a saúde. É um meio de realizarmos exercícios físicos.

Acredito piamente que precisaríamos nos utilizar, cada vez mais, desse veículo em todas as ocasiões.

Seria mais saudável em todos os sentidos.

Que acham da idéia?



Já estou vendo muitas pessoas aderindo à bicicleta.

Já estou vendo, em muitas cidades, a construção de ciclovias.



Isto tudo é muito legal.



Vamos todos iniciar a “caminhada”?

terça-feira, 1 de novembro de 2011

MEMÓRIA




MEMÓRIA



David Iasnogrodski – escritor, engenheiro, administrador – david.ez@terra.com.br

Blog:  davidiasnogrodski.blogspot.com

 

Memória curta.

É o que afirmamos sempre. “Temos memória muito curta...”

Já passamos por duas grandes guerras mundiais.

Quantos lembram destes fatos?

Somente os que “participaram”?

Pode até ser...

Mas o ideal era que pudéssemos repassar estes fatos aos nossos descendentes.

Mas existem livros, afirmam alguns.

Mas existem filmes, afirmam outros...

O ideal é repassar os fatos, lermos os livros, vermos os filmes e discutirmos sempre...

Aí a memória fica sempre viva!

As tristezas. As alegrias. Devem sempre ficar na memória.

Esquecemos muito rapidamente, afirmamos sempre...

Não poderia ser assim

Só para citar alguns exemplos: os fatos ocorridos em guerras, catástrofes ou outros acontecimentos similares é interessante falarmos sempre para não sair da memória e que as gerações não esqueçam do ocorrido.

O holocausto é um grande exemplo.

Nossa memória é curta...

Os fatos ocorreram.

O tempo passa e muitas vezes, as gerações futuras podem não lembrar jamais.

Necessitamos sempre avivar a memória.

24 horas


Sempre o tempo!!!!!!!



24 horas



David Iasnogrodski – escritor, engenheiro, administrador

david.ez@terra.com.br   blog:  davidiasnogrodski.blogspot.com




É o tempo de um dia. 365 dias é o tempo de um ano. São convenções. Mas sabemos que é importante. O tempo passa. O tempo voa. O que é o tempo?



É uma indagação que nós todos estamos sempre a refletir. Tempo! Tempo!



Nascemos, crescemos, vivemos e o tempo vai passando. Nunca vou esquecer quando o nosso filho estava prestes a nascer, uma grande amiga nos disse: “Curtam bem o filho de vocês. Curtam todos os momentos. Desde o nascimento, pois o tempo passa rápido. As crianças crescem e se desenvolvem muito rapidamente. Tudo vai parecer um furacão.”



Foi assim. Curtimos até hoje todos os dias. Todos os momentos. Ele já tem mais de vinte anos. Já está formado em duas faculdades faculdade.  Desenvolvendo suas atividades profissionais. E o tempo continua passando. E passando rapidamente...

 

24 horas. 365 dias. 60 minutos. 60 segundos. 1 mês. 1 ano. Não importa a unidade do tempo.



Vamos pensar um pouco: a convenção tempo é importante. Importante para tudo. Até para avaliarmos nossas rugas.
É isso aí...



Continuo a dizer: tempo é uma convenção, mas cada vez que o tempo passa nós damos mais importância a ele. Não é verdade?
Se você levou muito tempo para pensar, esse tempo já passou....

terça-feira, 25 de outubro de 2011

E QUEM NÃO PENSOU?






E QUEM NÃO PENSOU?

David Iasnogrodski – escritor, engenheiro, administrador

david.ez@terra.com.br      blog: davidiasnogrodski.blogspot.com
Os aeroportos estão lotados.

Os voos estão lotados.

Tudo está lotado...

E as férias ainda não chegaram.

O Réveillon ainda não chegou.

Os festejos natalícios ainda não chegaram.

O carnaval ainda não chegou.

O que será de nós?

Disseram-nos que é bom e agradável voar, mas esqueceram de que a estrutura não foi adequada à demanda.

Crescemos como país.

Crescemos como economia.

Gostamos muito de viajar.

Mas... Mas no entanto a estrutura não foi adequada a tal crescimento.

A Copa das Confederações será no Brasil.

A Copa do Mundo de Futebol de 2014 será desenvolvida no Brasil.

As Olimpíadas de 2016será no Brasil.

Excelente!

 Tudo no Brasil!

E no entanto a estrutura de embarque e desembarque não está adequada para estes eventos.

Os turistas virão – com certeza! O Brasil é sempre uma atração a todo o mundo,

Assim como os turistas, nós brasileiros também viajaremos para os locais das competições e também viajaremos nas próximas férias que estão se aproximando.

No entanto... No entanto os principais aeroportos estão estrangulados. Vivenciando um limite de atendimento.

Congestionamentos por todos os lados, principalmente junto aos balcões de embarque.

Tudo no “nosso” grande Brasil.

Se só para nós já é um problema atual- sem estarmos em época de grandes movimentos – vamos imaginar quando estes grandes eventos citados se instalarem na nossa terra.

Precisamos pensar.

Precisamos agir.

E logo.

Logo é o final do ano e poderemos viver um caos, como já vivenciamos em alguns anos passados nos nossos aeroportos. O número de passageiros aumentou. Tudo aumentou, mas...

Todos nós necessitamos nos agilizar pois já está sendo difícil agora conseguir passagem para as férias.

Procurem logo seu agente de viagens e boa viagem...