segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

FÉRIAS E PERDA


FÉRIAS E PERDA

David Iasnogrodski – escritor, engenheiro, administrador – david.ez@terra.com.br


 

Tudo voltando à normalidade.

Com vagar.

É o termino das férias.

Inclusive das minhas.

Viajei.

Estive em Lisboa.

Estive em Barcelona.

Lugares espetaculares.

Cada um com sua característica.

Impressionou-me muito foi a amabilidade da população de Lisboa e a limpeza desta cidade com suas “pedrinhas portuguesas” – todas na cor branca. Também me impressionou muito a jovialidade da população turística e permanente da cidade de Barcelona. Um cadinho de línguas...

Muito ainda vou falar a vocês.

Muitas novidades que não estão, normalmente, nos propósitos de um turista. Mas isso é para depois.

Na volta um a surpresa.

Ninguém gosta de perder nada.

Sabemos que estamos todos de passagem por esse mundo, mas ninguém quer perder nada...

Estou dizendo isso pois na minha volta, exatamente 48 horas de pois, nos deixou o senhor meu pai. Mauricio Iasnogrodski, com 97 anos nos deixou (no próximo mês de março completaria 98 anos).
Obrigado meu pai.
Mauricio Iasnogrodski - "o clientelshik" - com muito orgulho
capa do meu livro - "OBRIGADO PORTO ALEGRE"

Obrigado por tudo, principalmente pela educação e a seriedade no realizar as coisas.

Agradeço – em meu nome e de minha família - a todas as manifestações de carinho.

Tudo no fevereiro de 2012.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

CRESCER




CRESCER

David Iasnogrodski – escritor, engenheiro, administrador – david.ez@terra.com.br




Crescer para que?

Para sobreviver?

Para viver?

Para sofrer?

Para que?



Muitos, como eu, devem estar pensando neste assunto. Ao olharmos a TV notamos que muitas vezes não adianta crescer (nem fisicamente...), pois observamos a incompreensão de muitos ou a corrupção de outros. Tudo isso em função da realidade em que vivemos. E que realidade!



Cada vez mais notamos que há impeditivos para o crescimento do ser humano. O financeiro, normalmente, é um grande impeditivo. Outro é a inveja. É verdade!

Em pleno século XXI, a inveja continua sendo um fator de grande impedimento para o crescimento. O cultural e o social também são fatores que redundam em negatividade para o crescimento natural do ser humano.



O que fazer?

Digo para mim mesmo: excelente pergunta.

Onde está a resposta?

Onde procurar a resposta?



Sob minha ótica é procurar sempre, tentar, sair destes empecilhos.
 Procurar ultrapassar estas barreiras nefastas a todos nós. Procurar crescer! Sem ferir a ética.

Sim, a ética. Ética acima de tudo e sempre! Sei que muitos não pensam e nem agem com este pensamento. Pensam, isso sim, em crescer a qualquer custo e a qualquer preço...

Não pertencem ao meu “time”...

Posso perder... mas não perco a ética. Não perco a honestidade. Não perco a minha personalidade e nem o meu nome.

Falando em nome: é o único bem patrimonial que possuímos e não fomos nós que o escolhemos.



Pensaram neste assunto?



É um bem que fomos obsequiados e nos pertence. E se nos pertence devemos honrá-lo com altivez, em função das pessoas que nos obsequiaram – nossos pais. Nossos amigos leais. Pensando neles, devemos pensar na ética. Pensando “nesta” ética podemos pensar neste crescimento.



Crescer com ética! Não é fácil...

Por tudo isso me pergunto: porque a inveja?

Porque não podemos crescer naturalmente?


Se tivermos capacidade, devemos crescer naturalmente.

Mas não é esta a realidade...

Infelizmente!!!


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

VALOR DA INTERNET




VALOR DA INTERNET

David Iasnogrodski – escritor, engenheiro, administrador – david.ez@terra.com.br



Vocês ainda se encontram em férias?

Pergunto assim pois a maravilha da Internet nos possibilita que mesmo em férias possamos estar atentos ao mundo.

Mundo dos negócios.

Mundo das notícias.

Mundo do esporte.

Mundo da cultura.

Mundo das fofocas...

Mundo...

É o valor da Internet.

Alguns em férias preferem se “afastar” do mundo.

Hoje em dia, como estamos em plena era da globalização, isto é um pouco difícil.

Mas acontece...

Afinal de contas necessitamos estar sempre bem informado, mesmo em férias da rotina diária. Da rotina diária...

Claro está que os meses preferidos para gozarmos as merecidas férias, ao menos aqui no sul deste imenso Brasil, é o período do verão. Do tórrido verão sulino. Cada vez mais tórrido!

Mas mesmo assim, creio eu, que a maioria fica ligado nas informações.
Sempre junto ao seu aparelho telefônico celular. Telefônico?

O que menos os modernos aparelhos celulares (em Portugal telemóvel) fazem é a utilização da telefonia. Vieram para isso, mas o modernismo os modificou.

Hoje em dia eles fazem parte da nossa rotina, mesmo estando os “felizes proprietários destes aparelhos” em férias.

Aos que estão em férias: Continuem aproveitando. Cada um à sua maneira!

Aos que estão, ainda, na rotina: Boa rotina e até as férias.

Aos que estão entrando em férias: Boas férias!

Não esqueçam, estamos no século das comunicações.

Não importa a época do ano.

Não importa a nossa rotina.

Só necessitamos nos lembrar do seguinte: Não beba antes de dirigir. Obedeçam as velocidades preconizadas pelo Código Nacional de Trânsito.

Isto tudo está como lembrete também na Internet.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

FILHO SEMPRE!



FILHO SEMPRE!

David Iasnogrodski – escritor, engenheiro, administrador – david.ez@terra.com.br

Blog:  davidiasnogrodski.blogspot.com




O cenário é uma das estradas na volta do litoral norte do Rio Grande do Sul.

Um congestionamento espetacular!

É o “para e anda...”

Para e anda...

Domingo 18 horas.

Sol a pico.

Horário de verão.

Todos voltando “bronzeados”.

Os quase 80 000 veículos que foram ao litoral naquele final de semana resolveram voltar quase todos  no mesmo horário.

Tudo para aproveitar ao máximo o final de semana. Chegaram na sexta à noite e saindo na “tardinha” do domingo.

Uns com veículo lotado. Outros nem tanto. Mas todos no “para e anda...”

Num desses veículos estava uma família. O “chefão” dirigindo o “bólido”. A esposa no banco do “carona” como copiloto servindo comida e bebida aos integrantes da delegação. No banco traseiro, sentadinho numa cadeira especial como recomenda a legislação vigente um filhinho. Este menino muito falante vinha empolgando a dupla com suas perguntas e respostas.

- Ainda bem que ele não está incomodando, diz o motorista, pois eu já estou cansado, suado e de s...cheio.

- É verdade, diz a mãe.

E o filhinho continua contando suas “lorotas”, cantando, comendo, bebendo. Se divertindo. Num dado momento a mãe olha para o menino e faz uma pergunta:

- Cidinho, o que tu gostarias de ser quando for grande, assim como o papai?

- Vou pensar, diz o Cidinho

E logo em seguida veio a resposta. Rápida e em voz alta.

- Ora bolas, vou querer ser “sempre filho”

- Como é que é, diz a mãe.

- Sim, sempre filho, nada de outras coisas.

Alguns segundo os dois adultos ficaram quietos. Estupefatos. Pensando na resposta.

................................

“Filho sempre”!

Que resposta!

Pode ser uma grande tese de mestrado em psicologia. Poderá ser...

“Filho sempre”!

.................................

Boa resposta

Somos todos “sempre filhos”. Em todos os momentos. Não adianta nada. Não adianta alguns negarem... Será que existe este negativismo?

................................

Cidinho nos deu uma grande lição em meio a um grande congestionamento de volta da praia.

Nem só de “para e anda” vive a vida.

Também de pensamentos infantis e com grande profundidade.

“Filho sempre”!

Para e anda...

Para e anda...

.....................................

No final o casal disse ao filho:

- Parabéns pela lição! “Filho sempre”. Será “sempre filho”. Nosso filho!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

BAR MITZVÁH!


BAR MITZVÁH!
MUITAS VEZES UMA CURIOSIDADE...


David Iasnogrodski – escritor, engenheiro, administrador – david.ez@terra.com.br


Você já comemorou seu “barmitzváh”?
Não lembra?
Não sabe o que é?
Porque fazer?
Perguntas e mais perguntas...
Comemorar o “barmitzváh” é um marco para todo “homem” integrante da comunidade judaica.
Porque?
É o atingir a maioridade judaica.
Como?

Bem, explico. Ao nascermos e sendo filho de casal pertencente à comunidade judaica, existem dois marcos importantes: os primeiros sete dias, após o nascimento, este filho realiza a circuncisão ( “brith milah”) e ao completar 13 anos de idade atinge a maioridade judaica – é o “barmitzváh”.

É uma festa linda.
É um estudo muito interessante que passa esse jovem junto à sua sinagoga. É preparado pelo Rabino ou um orientador religioso, onde o principal é que este jovem é apresentado à comunidade judaica. A partir daquele momento “este” menino passa ter todos os direitos e deveres junto à religião judaica.
Nesta cerimônia ele lê uma parte da Torah ( os livros sagrados). Parte esta que é lida para aquele dia da comemoração, pois a Torah é lida anualmente. Todas as semanas tem uma porção especial – a porção semanal da Torah.
É uma comemoração inesquecível para toda a família.

Cada um realiza a festa de acordo com as suas posses.

O importante é o estudo preliminar para se apresentar junto à sinagoga.
Este é o importante.
Este é o marco.
Eu, por exemplo, não tive festa em comemoração aos meus 13 anos. Não tínhamos condições financeiras. Só estive estudando para as preces junto à sinagoga.
Foi emocionante. Me recordo até hoje...
Já para meu filho foi diferente.
Fizemos um esforço danado, mas ele teve festa tradicional e a parte religiosa realizada junto à sinagoga.

Acredito que muitos de vocês já viram no YOU TUBE, em filmes, ou mesmo já participaram como convidados ou convivas de festas de Barmitzváh. É uma comemoração muito alegre.
Durante o tempo todo se dança. Se canta. É uma comemoração que pode ser realizada no sábado pela manhã ou no pôr-do-sol do sábado. Mas tudo inicia, normalmente, na quinta-feira ( bem cedinho). Continua na sexta feira ( esperando o “shabat” – sábado). E culmina no sábado. Todas na sinagoga.
Ah! Barmitzváh...



Muitas recordações eu tenho do meu barmitzváh. Do barmitzváh do meu filho. Sobrinhos e de filhos de amigos.
As meninas atingem a maioridade judaica ao completarem 12 anos.É a celebração do Barmizvah.
São comemorações semelhantes a dos meninos.
Claro, que as comemorações dos meninos são mais antigas. Mais tradicionais. A das meninas são mais modernas.

Tudo para dizer a vocês o seguinte: é bom manter as tradições.
Tradição é ótimo.
Cultuar uma religião e suas tradições é muito salutar.
Bom para o espírito.
Bom para tudo... Até para a cultura.

Sempre digo que o Rio Grande do Sul é diferenciado em tudo: politização e outras “cositas” mais. Principalmente pelo cultuar de suas tradições.
O MTG ( Movimento Tradicionalista Gaúcho) é algo que enobrece a todos nós.
Atravessa fronteiras.
Isso é um diferencial...
E que diferencial!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

"ANJINHOS" DE HOJE E O MEIO AMBIENTE



"Anjinhos" de hoje e o meio ambiente

 

David Iasnogrodski – escritor, engenheiro, administrador – david.ez@terra.com.br



Nada mais lindo do que a alegria e a ingenuidade de uma criança. Hoje em dia, com o mundo tão mudado, em função das inovações constantes que ocorrem em todos os setores, nota-se que até as crianças estão mudando seus hábitos.

Não brincam mais de “5 Marias”, “bilboquê”. Não jogam bola de meia na rua; não brincam com bolinhas de gude; não jogam “sapata”, e tantos outros brinquedos saudáveis que existiam... Sim! Existiam...

Até os brinquedos industrializados são diferentes. E como são diferentes... Hoje em dia é muito comum observarmos nos parques crianças com dois anos de idade “brincando” com telefone celular. É o aparelho que o papai ou a mamãe trocaram por um mais moderno... É o tempo de hoje!



São os “tempos modernos”, não criados por Charles Chaplin, mas os nossos. Os tempos do século XXI. Isso me leva a mostrar um diálogo interessante entre o Tiago e o Dinho, amiguinhos de quatro anos de idade:



- Dinho, tu gostas de plantar?



- Plantar? Claro que gosto. Vejo muito os filmes no computador do papai. Ele me mostra tudo...

- Eu também. Mas eu também vejo a vizinha da mamãe mexer muito nos vasos lá do corredor do meu edifício. Plantar deve ser legal! É um bom brinquedo para a gente fazer...

- Acredito. Sabes por quê?



- Não.

- Vou te explicar. Aprendi isso vendo nos desenhos da TV e também com a professora do colégio que tudo que a gente planta nasce e fica grande. Eu vi na TV que as árvores eram pequenas como nós e depois de plantadas elas crescem e ficam bem grandes... Hoje elas são grandes...

- É verdade!



- Vamos brincar de plantar?



- Mexer na terra? Que legal!



- Sim. Na terra. Lá nos vasos da vizinha. Ela é amiga de todos. Não vai ter problema. É muito amiga da mamãe.

Passados alguns dias...

- Dinho, vamos fazer a nossa brincadeira de plantar? - Falando no telefone celular com seu amigo Tiago.

- Vamos! - Responde o amiguinho, também num telefone celular.

- Já sabes o que vamos plantar?



- Eu pensei muito... Gostaria de falar contigo, pois é melhor a gente brincar e discutir nossas plantações “em grupo”. Também aprendi isso vendo TV.

Reuniram-se no final de semana, junto ao computador do Dinho. Depois de um joguinho, falaram a respeito da plantação.

- Eu penso que nós poderíamos plantar carros.

- Carros? Carro não é planta.

- E daí? Tudo que a gente planta cresce. Assim eu aprendi.

- Mas não é só planta e fruta?



- Não. Tudo!!!



- Bem, se tu sabes, vamos logo brincar de plantar... Por que carro e não telefone? Por que não plantar livrinhos de história? Por que não plantar outra coisa que a gente brinca?



- Eu acho melhor a gente plantar carro, pois a gente tem bastante carrinho de brinquedo, não é verdade? Lembras daqueles que a gente ganhou no último Natal? Muitos a gente nem brinca mais. Eu sempre gostei das garagens que a gente fazia. Era legal! Plantando toyotinhaa gente vai ter carro grande como Toyotado papai. Que achas da idéia?



- Bah! Idéia genial.

- Vamos brincar de plantar carros?



- Sim...

E assim foram os dois “anjinhos” ao local. Pegaram vasos, terra e os carrinhos toyotinha Colocaram um deles junto à terra, afundaram o carrinho, regaram com bastante água, e disseram bem alto para que todos pudessem ouvir:



- Dentro de algum tempo teremos o nosso "carrão”, igualzinho ao do papai. Como é bom plantar...

É o pensamento de meio ambiente junto às crianças de hoje...

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

INÍCIO E FIM




INÍCIO E FIM

David Iasnogrodski – escritor, engenheiro, administrador – david.ez@terra.com.br

Blog:  davidiasnogrodski.blogspot.com



Final de tarde.

De uma tarde quente de verão.

O cenário é uma praça.

Praça com bancos, gangorra, balanço, caixa de areia e até lugar para os “cãezinhos” se deliciarem com suas brincadeiras com bola.

Tudo no final da tarde.

Praça cheia.

Muitos caminhando.

Outros correndo.

Todos se exercitando.

Era final de tarde.

Final de expediente.

O empresário, o estudante, o médico e as crianças.

Todos na praça.

E lá vem eles.

Quem?

O início e o fim.

Sim! O início e o fim.

Estão no meio dos caminhantes.

Um com sua mamadeira.

O outro olhando as pessoas.

Um de gorrinho na cabeça.

O outro com boné do seu time de preferência.

Um sem sapato em função do calor.

O outro com sandálias.

Um sendo empurrado pela mãe.

O outro sendo empurrado pela “cuidadora”.

Andando lado a lado.

Um olhando o outro...

Lá vem eles.

Muitos dos caminhantes, corredores ou passeadores ficam a olhá-los.

E eles pensativos nos seus “pensamentos”.

Um “olhando” o futuro.

O outro “olhando” o passado.

Como será o amanhã? Deve ser as indagações dos dois.

Os dois “preocupados”: Afinal de contas tudo é preocupação. Em qualquer momento de nossa existência.

Um perto de completar seu primeiro ano de existência.

O outro, atravessando mais de nove décadas, em baixo astral “a pensar com seus botões”.

Os dois com seus “veículos”.

Um com o “carrinho”. Carrinho com rodas pequenas. Carrinho de criança.

O outro com a “cadeira”. Cadeira de rodas, com rodas maiores do que a do carrinho de criança.

Um no início de tudo.

O outro pensando nos “finalmente”, apesar de toda a longevidade...

Os dois no final da tarde.

Os dois juntos.

Os dois a se olharem.

Os dois pensativos.

São as “retas” da vida.

Um no início.

Outro nos “finalmente”

Os dois com muita vontade. Vontade de viver...

Os dois no mesmo cenário.

Os dois na praça.