quarta-feira, 3 de outubro de 2012

OUTUBRO - 31 DIAS




OUTUBRO – 31 DIAS

David Iasnogrodski – escritor, engenheiro, administrador – david.ez@terra.com.br


 

Quase chegando ao limiar de um novo ano.

Mês das crianças.

feliz dia de todas as crianças
Brinquedos?

Lazer?

Roupas?

Informática?

Tudo para nossas crianças.

Criança feliz, feliz a cantar...” – velha letra de música interpretada por Francisco Alves.

Também é o mês onde estamos pensando não só nos “presentinhos”, mas também na saúde das crianças.

Na segurança das nossas crianças. Segurança esta tão discutida atualmente...

No sorriso de nossas crianças.

Mas também pensar naqueles seres tão pequeninos que com seus poucos anos de idade e seus grandes sorrisos estão ali nas esquinas – inverno e verão – nos solicitando uma moedinha para a aquisição de um “pãozinho”.

Tudo em outubro.

Sim. Mas também estas últimas afirmações ocorrem não só neste período de 31 dias onde a criança tem seu dia.

Na totalidade dos dias de um ano necessitamos pensar e agir em prol destas crianças que não pediram para vir a este mundo, mas estão neste “mundinho” a solicitar sua “moedinha”, muitas vezes agarrados numa pequena e velha bolinha de futebol ou numa “surrada” bonequinha de pelúcia.

É triste!

Muito triste!

É uma realidade!

É a nossa realidade...

Triste realidade!

É outubro!

Mês das crianças.

Eu sei!

Depois vem novembro e por fim Dezembro.

Mais uma época em que “muitos” lembram-se destes pequenos seres e seus sorridos que estão no mundo sem que eles tivessem solicitado.

É triste!

É outubro.

31 dias.

E num deles é o Dia da Criança.

Dia de todas as crianças. Dos seus sorrisos. De suas brincadeiras. De suas perguntinhas.


Também me sinto criança. Sei que já fui... Mas ainda me sinto criança.

Criança feliz, feliz a cantar...”

Acredito que todos ou muitos de vocês também se sentem crianças...

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Recadinho: Vamos olhar e pensar mais em “todas” as crianças.

VIVER (OU PENSAR) NO PASSADO...




VIVER ( OU PENSAR) NO PASSADO...
David Iasnogrodski – escritor, engenheiro, administrador – david.ez@terra.com.br

 

Ruas arborizadas?


Não tantas. Mas as que eram arborizadas eram bastante frondosas.

Mas as pessoas se cumprimentavam nas ruas com um largo sorriso nos lábios.

Se conheciam.

Se ajudavam.

Sentavam junto às calçadas.

Nos finais de tarde...

Com “cadeiras preguiçosas”... Lembram? Talvez muitos de vocês não conheceram as “cadeiras preguiçosas”. Eram de madeira com assento de lona.... Confortáveis!

O chimarrão, a coca-cola, a cuca de mel, bolachinha “Maria”. Tudo na calçada. Um piquenique diário.

Uns passavam.

Outros paravam, mas todos se conheciam.

Vinha a  noite.

Muitas vezes, dependendo da temperatura, com a lua cheia, continuavam a “charlar” junto às calçadas.

Crianças correndo.
Brincando, com brincadeiras inocentes, como inocente é a criança... De esconde-esconde. De pegador. Jogando bola. Jogando peteca. Brincando com bonecas, ou  até conversando a respeito da escola. Todos ali...

E depois jantavam. Toda a família. Uns continuavam a ouvir rádio. Eram as rádio-novelas, patrocinadas pela Gessi-Lever ou Colgate-Palmolive. Muito drama... Muita ação... Tudo no rádio.

Outros iam dormir.

No outro dia era a rotina do levantar. Higiene. Tomar café. Conversar um pouco. Ler o jornal. Ouvir o Repórter Esso e ir ao trabalho...

De ônibus. A pé ou de táxi. Muitos iam com seus “carrões”. Os felizes proprietários de um automóvel... eram poucos. Mas existiam. Tinham até garagem em suas residências.

Poucos residiam em prédios de apartamentos.

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Hoje é a vez dos congestionamentos. Grandes congestionamentos. Muitos carros, carrinhos e “carrões”. Todos a rodar ou parar... Todos!

São os congestionamentos urbanos das nossas “mal traçadas” vias urbanas do século XXI.

Ruas traçadas no século passado onde não existiam os congestionamentos...

Congestionamentos juntos da (in)segurança urbana.

Vamos pensar: Não ficamos mais junto às nossas calçadas. As calçadas até estão um pouco esburacadas... Mas não é em função da nossa presença….

Ninguém mais conhece “ninguém”.

Grades nas janelas.

Grades nas portas.

Grades nos jardins.

Cercas eletrônicas junto a todas as aberturas...

Vivemos numa prisão... e “eles” estão soltos...

Crianças não brincam mais nas calçadas. Vemos, isso sim, são crianças junto às esquinas solicitando uma moedinha. Que pena!

Observamos câmeras de vídeo junto a todas as portarias.

Observamos várias câmeras de vídeo em muitas das nossas ruas , avenidas e parques.

Porteiros 24 horas.

Seguranças de roupa preta andando pelas calçadas.

Casinholas nas esquinas onde os “seguranças” estão a nos proteger.

Proteger de quem?

“Deles”...

Portas chaveadas com trancas de ferro

Portas com quatro ou mais fechaduras “dobermann” ou superior.

Alarmes em todos os lugares.

Os carros além dos tradicionais alarmes parecidos com as sirenes das ambulâncias, possuem películas para que as pessoas do seu interior não sejam vistas, além de outros apetrechos para evitar os assaltos. E assim mesmo eles acontecem a todo instante em todos os lugares.

É a violência urbana em todos os lugares. Em todas as horas do dia e da noite.

Onde vamos chegar?

Todos com medo...

É a realidade do nosso século. O século XXI. O século da tecnologia da informação e do desenvolvimento. Século das relações humanas. Onde está esta relação humana? Na violência urbana?

 Será que é o desenvolvimento da insegurança urbana?

Fico a pensar: Se voltar no tempo é viver no passado, acredito que seria melhor viver naquele tempo.

Não tínhamos celular e nem TV HD. Não tínhamos computador nem outros equipamentos sofisticados dos dias de hoje mas éramos “humanos” vivendo como humanos “.

E hoje?

Vivemos em quatro paredes, onde o máximo que olhamos são as grades.

Vivemos numa prisão e com medo.

Muito medo...

Isolados do mundo.

Sem conversar em função do constante medo.

Sem as tradicionais visitas de familiares. Tudo em função do medo constante que ronda entre nós.

E as notícias nos nossos meios de comunicação refletem bem nossa realidade: assaltos, crimes, estupros, homiciídos, acidentes violentos. Que realidade! Realidade do século XXI

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- Vou parar. Está soando o alarme. Qual? Do carro? Da casa? Do prédio? Não sei. Só sei que estou com medo. Não posso nem pegar a bolacha “Maria”, pois o barulho tradicional de mastigar pode demonstrar que aqui tem gente. Vou parar... Estou com medo. Muito medo... Me aguardem...

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

ENGANO NO "BOLÃO"




 ENGANO NO “BOLÃO”...



David Iasnogrodski – escritor, engenheiro, administrador – david.ez@terra.com.br


 

Quantos de nós fazemos uma “fezinha” durante a semana, em alguma das inúmeras loterias existentes junto às nossas casas lotéricas?

 

Muitos, não é verdade?

 

Quantos já tiveram a felicidade de ganhar algum prêmio? Alguns poucos, certamente, já obtiveram esta sorte. Também, não é uma verdade?

 

Bem, Miguelito foi numa destas sextas-feiras ficar numa fila junto a uma das lotéricas. Tudo em função de que uma das loterias existentes no país estava acumulada. E bem acumulada...

Ficou mais de uma hora na fila.

Finalmente chegou a vez dele.

Do Miguelito.

- Minha senhora, desejo participar do Bolão.

- Sim senhor. Está aqui a folha do Bolão. Muito agradecido.

Miguelito nem olhou.

Colocou imediatamente no bolso, mas pensou: “acho que desta vez vou ganhar...!”

Disse "desta vez “, pois inúmeras outras vezes já tinha participado e nunca ganhou nada...

Passou o sábado!

 

Passou o domingo!

 

Na segunda feira foi tomar um cafezinho com um amigo. Nas cercanias da cafeteria avistou uma casa lotérica.

- Renatão, vou até a lotérica solicitar o resultado do “bolão”.

- Certo! Aguardo-te aqui tomando o “pingadinho” e lendo o jornal.

Assim aconteceu.

Miguelito adentrou na lotérica.

Solicitou o resultado do “bolão”.

Prontamente forneceram.

Miguelito sorridente chegou a cafeteria.

- Renatão, estou com palpite que ganhei. Vou ver o resultado.

- Deseja que eu te ajude “cantando” os números, assim como se faz num jogo de “bingo”?

 

- Claro, pode ditar...

2,5,...14, 23,...

E assim ficaram ali durante alguns minutos seriamente conferindo os resultados.

Renatão dizendo os números e Miguelito conferindo no “papel”.

 

Resultado: “Não disse, apostei R$ 5,00 e ganhei R$ 8,00. Ou seja, saí ganhando R$ 3,00. Vou ali na lotérica pegar meu dinheiro...”

 

- Novamente fico te aguardando. Já que ganhou este “vultuoso” prêmio, vais pagar o café...

- Certo...

 

E assim aconteceu.

Miguelito entrou na lotérica.

Solicitou seu “magnífico prêmio”.

E a resposta:

- Não senhor. O senhor não ganhou...

- Claro que ganhei. Está aqui o bolão com os resultados. Todos marcados de acordo com o resultado entregue por vocês.

- Meu senhor, este bolão não foi jogado nesta Agência Lotérica. O senhor para ter direito ao “prêmio” deverá se dirigir à casa lotérica em que efetuou o jogo.

- Mas eu não me recordo onde joguei. Pensei que podia receber a “bolada” em qualquer lotérica.

- Não senhor! Não é assim, é como eu lhe expliquei.

- E agora? O que fazer?

 

- O senhor deverá descobrir a lotérica....

Miguelito saiu frustrado.

Pensando onde efetuou o jogo.

Até que o Renatão lembrou:

- Você não vai sempre na oficina mecânica falar com o João?

 

- Sim.

- Perto da oficina tem uma lotérica. Não é verdade?

 

- Sim.

- Será que não foi lá que você efetuou o jogo?

 

- Vou tentar...

Assim aconteceu.

Miguelito chegou na lotérica e mostrou ao atendente o “bolão” e eles, com um grande sorriso disseram:

 

- Claro! O senhor é o nosso grande vencedor. Parabéns!!!

 

Miguelito recebeu com “festa e abraços” dos presentes os R$ 8,00. Saiu satisfeitíssimo...

Contando com o café que pagou ao Renatão e a gasolina para chegar até a lotérica junto à oficina do João, chegou a seguinte conclusão que perdeu R$ 1,00, mas ganhou!!!

Ganhei o bolão...

Ganhei!

 

Ganhei!

 

Vou continuar fazendo minha “fezinha”...

Espero um dia ainda poder ganhar alguns “reais grandes”.

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Pensamento de muitos jogadores “...”.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

CRIANÇA SEMPRE!!!




CRIANÇA SEMPRE!!!

 

David Iasnogrodski – escritor, engenheiro, administrador – david.ez@terra.com.br


 

Pensar em criança?

Mas você não é uma criança?

Não somos todos crianças?

Como?

Já fomos crianças?

Acredito que fomos, mas seremos sempre, em todos os momentos – uma criança.

Criança feliz!

Criança cantando!

Criança sorrindo!

Criança nos alegrando... “A alegria de uma casa é a criança”. Quantos de nós já ouviu esta frase. Não é verdade?

Criança sempre!!!

Criança nas ruas.

Criança nos parques.

Criança nos lares.

Criança nas escolas.

Criança correndo... Correndo atrás de uma bola.

Criança brincando... Brincando com um carrinho ou com uma boneca... Brincando!

Só?

Não!!!

Crianças, infelizmente, nas esquinas pedindo uma moedinha... “Tio, tem uma moedinha”?

Crianças, infelizmente, solicitando um pãozinho... “Um pãozinho, por favor...”.

Criança!

Criança feliz. Feliz a cantar.

Criança sempre!!!

Somos todos crianças.

Pensar nelas em outubro?

Pensar nelas em dezembro?

Pensar nelas sempre!!!

Criança feliz. Feliz a cantar.

“A felicidade completa vem sempre através de uma criança”. Ela nos proporciona a felicidade em todos os momentos. Nos momentos de alegria e nos momentos de tristeza.

Somos e seremos sempre uma criança.

Continuando a cantar.

Continuando a ser feliz.

Continuando a sorrir.

Continuando a chorar.

Quem nos ensinou?

A criança...

Palavra nobre.

Gestos nobres. Toda criança tem sua nobreza. Em todos os seus gestos. Em todo o seu carinho. Será que percebemos?

Necessitamos pensar nas crianças. É pensar em nós... Em todas as horas do dia. Acredito que nesse momento, onde você está lendo estas palavras, deve ter uma criança em seu coração.

Muitas vezes a criança está em nós e não sentimos.

Por que?

Vamos pensar juntos.

Criança sempre!!!

Não só no mês de outubro.

Não só no mês de dezembro, junto às festas natalinas.

Sempre!!!

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Já fomos criança ? – Sim!

Somos sempre criança? – Sim!

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Com ou sem um “presentinho”...

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Necessitamos pensar mais em todas as crianças...

terça-feira, 25 de setembro de 2012

O VALOR DE UMA COMUNICAÇÃO PERFEITA




O VALOR DE UMA COMUNICAÇÃO PERFEITA

SEMPRE A COMUNICAÇÃO!
 

David Iasnogrodski – escritor, engenheiro, administrador – david.ez@terra.com.br


 

-         Que horas são?

-         7;50 horas.

-         Porque?

-         Está quase na hora...

-         De que?

-         Ora, de abrir minha caixa eletrônica.

-         É verdade!

-         Hoje em dia, as notícias são diárias junto ao nosso computador.

-         Mais uma vez – é verdade -!

-         Precisamos ter em mente que já faz parte da nossa rotina receber as notícias e remeter as notícias.

-         Claro está que recebemos diariamente coisas desagradáveis. Tem pessoas que nos remetem tudo... Até lixo!

-         O que fazer?

-         Bem, é um problema para todos nós, mas não podemos esmorecer com esta rotina da abertura do computador para receber as novidades...

-         Conheço “gente” que rotineiramente tem vários horários para abrir seus “e-mail”. Tudo em função do recebimento das “ditas novidades do dia ou da hora”, ou às vezes até daquele momento... Tudo em função da rapidez da comunicação.

-         Mas é muito bom a “gente” receber notícias ou mesmo propostas de negócios, e rapidamente. No mundo de hoje tudo se faz com muita pressa... e com muita criatividade!

-         Tudo melhorou.

-         Tudo ficou mais fácil. Basta a “gente” clicar os devidos botões e estaremos em contato com o “mundo”. Com todo o mundo! Diariamente! A todo o momento...

-         Que coisa boa!

-         É uma maravilha!

-         É o progresso. São os nossos dias... Progresso na comunicação que chegou para ficar. Antigamente era o Correio. Depois o fax e agora o E-mail. Todas as outras maneiras de comunicação continuam “vivas”, mas o advento do e-mail tudo ficou mais rápido. Quase instantâneo! Até com câmera web... Não é verdade?

-         Claro que a “gente” não está tocando no MSN e nem nas comunidades...

-         Mais uma verdade!

-         Veja bem. Nós estamos conversando junto a esta cafeteria. Tudo numa cafeteria! Os grandes negócios, hoje em dia, são feitos junto às cafeterias. Junto ao “pretinho” ou ao “clarinho”... Aqui mesmo vou me comunicar com o mundo. Já está na hora. Estou com o meu “notebook”.

-         Aqui tem “wire-less”?

-         Vou perguntar ao gerente.

 

-         Senhor gerente, posso aqui no seu estabelecimento entrar na Internet?

 

-         Claro. Nós estamos preparados com tudo. Somos uma cafeteria atualizada com o mundo... Temos “wire-less”.

 

-         Muito obrigado!

 

 

-         Já estou com a informação. Eles tem Internet sem fio...

-         Legal! Então vou abrir o computador, ante de me deliciar com o “pingado”...

-         Vou ao encontro do mundo...

-         Aqui estão os e-mail recebidos. Muitos vou “deletar” diretamente, mas esse aqui vou abrir. É do meu interesse. “prezado amigo, conforme seu e-mail anterior, você foi aceito no curso de extensão na Austrália, conforme sua solicitação. Precisamos com urgência seus dados”. Resposta: “Obrigado pelas informações. Remeterei com urgência os dados solicitados”.  Viste só, se não fosse o e-mail, demoraria um “século” esta resposta. Remeti a 48 horas e já tenho a resposta. Estou muito satisfeita. Vou fechar. Vou tomar o café logo, pois ele já está frio e preciso ir ao encontro dos dados solicitados para que eu possa remeter com a devida urgência e marcar a minha ida para a Austrália.

-         Estou muito satisfeito por ti! Legal!

-         Um abração. Lá vou eu!

 

É o valor das comunicações do nosso século.

É o valor das comunicações dentro do nosso tempo e à disposição de todos...

Precisamos cada vez mais valorizar a comunicação.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

VIAJAR NO TEMPO





VIAJAR NO TEMPO

David Iasnogrodski – escritor, engenheiro, administrador – david.ez@terra.com.br




viajando no tempo 
 

Não é de ônibus, nem ade avião e nem de trem.

Muito menos de navio.

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Tempo de ontem.
Tempo!

Tempo de amanhã.
Sempre o tempo.
Tempo de criança.
Tempo de adolescência.
Tempo de adulto.
Tempo da melhor idade.
Tempo!
Tempo do nascimento.
Tempo do engatinhar.
Tempo do início da escola.
Tempo do vestibular.
Tempo da formatura.
Tempo do primeiro trabalho.
Tempo!
Sempre o tempo.
Tempo da bolita de gude.
Tempo da bola de meia.
Tempo do carrinho de lomba.
Tempo do futebol nas quadras de areia.
Tempo dos inúmeros amigos.
Tempo dos poucos amigos.
Tempo do bonde.
Tempo da reunião dançante.
Tempo dos “furos” em aniversários de 15 anos.
Tempo!
Tempo do dançar “coladinho”.
Tempo do rock.
Tempo do twist.
Tempo!
Sempre o tempo.
Tempo do Bauru do Trianon. Ainda é tempo...
Tempo do cachorro quente do Matheus.
Tempo do cafezinho do Serafim.
Tempo do Zé do Passaporte. Tempo do sanduiche do Aurélio.
Tempo da Churrascaria Cabana dos Santos.
Tempo!
Sempre o tempo.
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E amanhã?
Como será o tempo?
Chuvoso?
Nublado?
Ensolarado?
Quente?
Úmido?
Frio?
É o tempo...
O mesmo tempo?
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É a mesma palavra.
Com outro significado.
Mas é outro tempo.
Como é bom viajar no tempo...
Pode até ser no tempo futuro.
Porque não?
Com o computador é mais fácil. Podemos ver e prever muitas coisas. Até a previsão do tempo. Não o tempo futuro, mas a previsão do tempo futuro...
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É o tempo...
Ficou difícil?
É sempre assim... Não é fácil. Nada é fácil. Mas nada é intransponível.
Tudo a seu tempo...

LONGEVIDADE




LONGEVIDADE

 

David Iasnogrodski
– escritor, engenheiro, administrador – david.ez@terra.com.br


 

No dialeto “idisch” é costume se dizer às pessoas: “Viva ATÉ OS 120 ANOS”. Mas isso antigamente, onde as pessoas, normalmente, iam até os 75 anos ou no máximo 80 anos de vida.

Hoje a longevidade aumentou.

Muitas, graças a Deus, são as pessoas que ultrapassam, com facilidade, os 85, 90 ou mais anos de sua existência.

Está se observando isso com uma maior freqüência.

Pergunto eu: “Estamos acostumados a viver com essa idade?”

Dizem os médicos que estão ocorrendo muitos estudos em função dessa indagação.

Dizem os administradores da “coisa pública” que este fato deverá, ou já está tendo, estudos aprofundados em função da Previdência.

Dizem muitos outros que este fato se deve em razão dos remédios, das pesquisas farmacológicas, das pesquisas médicas.

Enfim, são estudos de uma realidade.

E novamente me pergunto: “Nós, seres humanos, estamos acostumados a viver tanto?”

Não desejo que vocês me chamem de maníaco, mas é uma realidade.

Muitos, com a idade já avançada devem estar dizendo que “foram esquecidos”, “já deviam ter me buscado” e assim por diante.

É uma nova realidade que estamos vivenciando e enfrentando.

Eu acredito que o ditado do dialeto “idisch” já deve ter sido modificado, agora é “viver até os 240 anos...”, quase dois séculos e meio!

É loucura?

Bem, tudo é bom quando a qualidade de vida permaneça boa.

Não podemos é sofrer...

É o valor das pesquisas!

Que acham?