quarta-feira, 31 de outubro de 2012

ELA ESTÁ DE VOLTA - "A PRAÇA DOS LIVROS"




ELA ESTÁ DE VOLTA! - “ A PRAÇA DOS LIVROS”

" A praça é dos livros..."
 

David Iasnogrodski – escritor, engenheiro, administrador – david.ez@terra.com.br


 

Estão na praça...

Chegaram e estão na praça dos livros.

 

Eles, os livros, estão lá! A espera de todos nós...

 

Exatamente como iniciou há 58 anos atrás a Feira do Livro de Porto Alegre – um dos maiores eventos ao ar livre da América do Sul – está na Praça da Alfândega. No centro de Porto Alegre. No centro da capital de todos os gaúchos...

Autógrafos, “work-shop”, palestras, debates, seminários, bate-papo e até venda de livros... Nos “balaios”, com descontos, lançamentos nacionais, internacionais. Enfim tudo sobre cultura. A cultura através dos livros.

Encontro do povo. De escolares. De intelectuais. De todos. Encontros de todos com e sobre livros.

Frei Rovílio – O “senhor” Patrono, LuisCoronel, Luis Fernando Veríssimo, Lya Luft, , Cíntia Moscovich, Martha Medeiros e tantos outros notáveis são uma constante nos caminhos da Feira. Também autores neófitos, que estão lançando seus primeiros livros estõa presentes e dando seus primeiros autógrafos. Autores nacionais. Autores internacionais. Autores “imortais” como Moacyr Scliar – que já não se encontra entre nós, mas sempre é lembrado pela sua obra inconfundível. Todos os notáveis se encontram juntos ou separados nos cafés, nos bancos, junto às barracas das Editoras e Livrarias. Nos estúdios das rádios e televisões, nas estandes dos jornais ali existentes “batendo um longo e gostoso papo...” Todos com e para os livros!

 

Algo fantástico! Inesquecível!

Algo espetacular!

Algo importantíssimo para todos nós!

 

Desde a abertura até o fechamento com a tradicional sineta só se fala em livros. Livros e mais livros.

Sempre livros!!!

 

 

Vamos nos encontrar lá na Feira?

Que acham da ideia? Gostaram?

Eu já estou indo e esperarei vocês. Certo?

Até lá e...

Tchau!

INOVAR SEMPRE!!!




INOVAR SEMPRE!!!

 

David Iasnogrodski – escritor, engenheiro, administrador – david.ez@terra.com.br 


Brique da Redenção
 

Em tempos de inovação é necessário dar algumas sugestões.

Temos em Porto Alegre o Brique da Redenção. Atividade por demais conhecida. Atividade turística por excelência. Em todos os domingos, o Brique da Redenção é uma programação obrigatória. Obrigação dos residentes do Bairro Bom Fim, dos porto alegrenses em geral e dos visitantes. Local de visitação dos políticos em épocas de eleição. Local de mostrar produtos novos e de campanhas de saúde. Enfim, um local de muitas visitas...

Mas estamos em tempos de inovação. Sabemos nós que tudo que é bom merece ser melhorado, mas com um cuidado: Tudo pode ser cansado. Por melhor que seja, necessitamos sempre pensar em melhorar. Em inovar...

Tudo é inovação.

Como sugestão para inovar o Brique da Redenção é o Brique promover atividades inovadoras. Sempre ao gosto do público e para chamar outros públicos.

O que eu desejo dizer com isso – o Brique realizar atividades?

Em diversas ocasiões recebemos convites para nos dirigir ao Brique ver alguns eventos. São eventos realizados “junto” ao Brique. São eventos que se aproveitam do Brique...

O que estou propondo, como inovação, até para melhor sobrevivência do Brique, são eventos promovidos pelos “briqueiros”.Exemplos: Desfiles de moda junto à passarela do Brique, onde os briqueiros mostrarão sua moda e os modelos são integrantes do Brique. Campeonatos de bochas entre os diversos bairros de nossa cidade, onde as atividades sejam realizadas junto às canchas nas cercanias do Brique.

São exemplos de inovação. Muitas outras devem e podem ser pensadas e realizadas, tudo para melhorar o astral do Brique da Redenção. Ele, astral, já é interessante. Mas podemos melhorar sempre. São atividades de renovação do Brique, sem ele perder o seu “charme”. Tenho a certeza que ficará cada vez mais jovem, apesar de sua idade...

Tudo com muita divulgação.

Não podemos esquecer o velho ditado: “o que não é inovado fica deteriorado”.

 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

PODER DA ATRAÇÃO




PODER DA ATRAÇÃO

 

David Iasnogrodski – escritor, engenheiro, administrador – david.ez@terra.com.br


 

Em algumas horas ou em quase todas as horas o congestionamento é uma constãncia.

Onde?

Em todos os bairros de nossa “mui leal e valerosa” cidade.

 

Até no Bela?

Sim, até no Bela Vista. E porque “nele” seria diferente?

Afinal de contas “ele” é um bairro igual aos outros de nossa “urbe”.

 

Tem grandes avenidas. Frondosas. Ruas largas. Ruas estreitas. Estacionamento, em muitas destas ruas, permitido nos dois lados. Grandes lojas. Com muito movimento. Isto atrai o público. Isto atrai o tráfego.

 

Grandes prédios. Arquitetura exuberante. Atrai o público. Atrai o trânsito. Atrai o tráfego. Atrai o congestionamento.

 

Inúmeros colégios. De grande padrão educacional. Isto atrai o público. Isto atrai o tráfego. Isto atrai o congestionamento.

 

Praças onde o público está sempre presente  em função das caminhadas, conversas ou rodas de chimarrão. Supermercados. Shopping Center. Mercados. Restaurantes. Concessionárias de automóveis. É um bairro atraente e completo onde atrai um grande público, que por sua vez atrai o trânsito que por sua vez provoca um congestionamento em todas as horas do dia e às vezes até em algumas horas da noite.

 

Vendo assim notamos que o “nosso” Bela Vista tem tudo para agradar o grande público. Tem tudo para “agradar” um grande congestionamento de veículos e provocar um “para e anda” em todos os minutos...

 

E é isto que acontece, não é verdade?

 

O que vamos fazer?

É o poder da atração.

Sinal dos tempos.

Sinal da modernidade.
Sinal de uma realidade

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

EXÉRCITO DE ALEIJADOS




EXÉRCITO DE ALEIJADOS

David Iasnogrodski – escritor, engenheiro, administrador – david.ez@terra.com.br


 

Adoro o rádio. Acredito que seja o melhor veículo de comunicação. É ágil! É preciso! Claro está que a TV tem imagem e som, mas o rádio... A Internet está aí... acredito muito neste veículo... mas ainda precisa passar por alguns passos para obter a credibilidade e confiabilidade do rádio... Posso estar sendo muito conservador, mas é a minha opinião. Acredito até que vou mudar dentro de algum tempo, mas agora...

 

Algum tempo atrás, ouvindo a Rádio Gaúcha, mais precisamente o Programa Gaúcha Repórter, com apresentação do jornalista Lasier Martins, ouvi uma expressão que me deixou muito preocupado: “Exército de aleijados”.

Estava o apresentador se referindo a uma realidade: motociclistas. Sim, a essas pessoas que dirigem as motos. Estava dizendo ele, em função de uma entrevista que tinha realizado com o secretário de Transportes de Porto Alegre/RS, que o número de acidentes e acidentados com o veículo moto cada vez mais estava aumentando. “Estamos diante de um verdadeiro exército de aleijados”.

Isso é preocupante! A maioria dos motociclistas são jovens. Jovens que possuem a moto como equipamento de trabalho. As famosas tele-entregas, onde o tempo é o fator primordial para a chegada do produto ao consumidor final. É a logística da tele-entrega... Nós necessitamos da pizza, medicamento, ou outro produto qualquer em que a entrega do motoboy faz parte do consumo...

Isso é preocupante! A motocicleta é um veículo rápido, mas na minha opinião a segurança é quase zero, em função de que não há nada para proteção do(s) ocupante(s). Isso é preocupante! Estamos perdendo muitas vidas. Estamos com muitas vidas deficientes. Vidas estas, na maioria, jovens. Jovens que estão passeando no veículo dos jovens... Jovens que estão realizando trabalho, num momento de pouco trabalho para muitos...

Isso é preocupante! Nas cidades, nas estradas, observamos a quantidade de motos num vai-e-vem terrível, numas ultrapassagens terríveis, numa velocidade, em muitas ocasiões bem acima da permitida. E aí surgem ali – bem ali – os acidentes. Muitas vezes fatais...

Precisamos ter mais cuidado com eles – os motociclistas-, e eles terem mais cuidado conosco e com eles mesmos. É a convivência humana... Não podemos, de nenhuma maneira, aumentar este  exército – “ o exército dos aleijados”. Temos famílias. Eles também...

Isso é preocupante! Motocicilistas! - E não chamei vocês em nenhum momento de motoqueiros, pois bem sei que vocês não gostam - Parem um pouco para pensar nesse assunto. Sei que neste momento vocês estão andando. Parem! Estacionem... Pensem em vocês e na família de vocês... Não façam parte desse exército de aleijados!

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

DICIONÁRIO DO "AU, AU..."




DICIONÁRIO DO “AU,AU...”

David Iasnogrodski – escritor, engenheiro, administrador – david.ez@terra.com.br


"não estou entendendo..."
 

Cada vez mais estamos tendo contato afetivo com os animais domésticos.

Cada vez mais, em função disso relatado acima, o mercado de utensílios para estes “cidadãos” está aumentando. É o mundo dos negócios...

Cada vez mais algumas legislações estão sendo mudadas em função “deles”. Sempre para protegê-los, logicamente...

É uma realidade.

Aonde a “gente” vai, encontramos, cada vez mais, estes “meninos” ou “meninas” e para tanto necessitamos nos habituar a “eles”. E “eles” a nós – os ditos racionais. Isso não é fácil!!!

Mas é a realidade.

Nos parques. Nos prédios. Nas calçadas. Enfim, em todos os lugares, temos que nos afinar. “Eles” estão sempre. É sinal dos tempos. É sinal de uma integração. Integração quase perfeita.

Num dia destes, caminhando como faço quase que diuturnamente pela cidade, principalmente junto aos parques e praças, me deparei com um “diálogo” meio estranho.

- Você é neurótico. Eu disse: neurótico. Você não entendeu? Ou você está fazendo de conta que não me ouviu? Você é um neurótico... Assim não dá para continuar. Não trago mais você aqui neste lugar.  “Seu neurótico”...

Era um “dono” de um cãozinho falando ao dito cujo e este só olhando meio atônito. Com quem diz: “O que o “meu senhor” está querendo dizer”? Não estou entendendo nada...

Acredito eu que “nós” os ditos racionais, que sabemos “um pouquinho mais” (ou devemos saber em função da “nossa” dita racionalidade...) necessitamos entender que “eles” não sendo racionais como “nós” não entendemos “tudo” ou “quase nada” das nossas palavras. Necessitamos sempre ensiná-los... Ensiná-los? Mas certos vocábulos para “eles” se tornam “um pouco” difícil.

- Neurótico! “Você” é um neurótico...

O que será que o cãozinho entendeu com esta expressão do seu “dono”?

Grande indagação... Quem se habilita a responder?

É as coisas estão num grande progresso... Que acham?

Talvez daqui a pouco tempo necessitaremos entender os “au, au... deles”.

E “eles” nos entenderem através dos nossos vocábulos mais difíceis.

“Eles” precisarão de um “dicionário” próprio ou aprender a utilizar um computador e saber clicar na Internet procurando os vocábulos, e “nós” também: possuirmos o “dicionário do au, au...”.

Vamos à luta!

Se não vão nos chamar também de “malucos”, pois estaremos respondendo a “eles” através dos respectivos “au-au...” e “eles” nos responderão a todos os nossos questionamentos e expressões ditas difíceis...

Não duvidem de nada!!!

Quem viver verá!!!

Sinal dos tempos. Tempos “ditos” modernos. Não tempos de Chaplin – “Tempos Modernos”.

Quem viver verá!

Quem sabe!!!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

QUE RUA!



QUE RUA!

David Iasnogrodski – escritor, engenheiro, administrador – david.ez@terra.com.br


"Rua da Praia" hoje
 

Acordo cedo.

Fico a pensar: “Vou hoje passear pelo tempo. Vou passear pelo hoje e pelo ontem de minha cidade”

"Rua da Praia" ontem
"Rua da Praia" de sempre...
Caminhando  e cantando...

Caminhando e cantando por uma rua.

Caminhando, cantando, pensando num poeta que retratou bem a “sua” amada rua de Porto Alegre.

Caminhando, cantando, pensando, assobiando junto a uma rua que se tornou quase um símbolo para a capital de todos os gaúchos.

Caminhando, cantando, pensando, assobiando e observando o ontem e o hoje da rua em que o poeta Mario Quintana escolheu para morar e nos mostrou suas belezas através das “suas” letras.
Homenagem a Mario Quintana junto a Carlos Drummond de Andrade na Praça da Alfândega - "Rua da Praia'

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
É a rua da Praia.

 

Existe desde a fundação da cidade, sendo aquela que corria exatamente à margem do Guaíba (lago ou rio?) defronte ao antigo porto de Viamão, onde primeiro se estabeleceu uma colônia de povoamento na área da futura Porto Alegre. Nesta rua foi fundada a primeira igreja da cidade, a hoje desaparecida Capela de São Francisco das Chagas. Em sua extremidade oeste foram desde cedo erguidos os arsenais da Marinha e os Armazéns Reais, numa época em que as casas da rua ainda eram cobertas por palha.

 

Rua da Praia que não tem praia.

Um verdadeiro centro de compras ao ar livre.

 

Rua da Praia da antiga Loja da Fábrica de chocolates Neugebauer e suas deliciosas tortas assim como da loja dos chocolates Kopenhagen.

Rua da Praia da Casa Masson e seu “grande” relógio, sempre com a “hora certa”.

Rua da Praia das  lojas Krahe e Sloper.

Rua da Praia do café Rihan e das conversas a respeito de todas as novidades...

Rua da Praia do tradicional cachorro quente da Confeitaria Matheus.

Rua da Praia de vários museus: do Exército, da Comunicação, do Trabalho.

Rua da Praia dos cinemas Cacique, Imperial, Guarany, Ópera e Central.

Rua da Praia das meninas bonitas dos finais de tarde.

Rua da Praia e seus quartéis com uma exuberante arquitetura.

Rua da Praia da Praia da Galeria Chaves – o primeiro “shopping” da cidade.

Rua da Praia da Livraria do Globo e seu “leitor” Érico Veríssimo.

Rua da praia do Edifício Santa Cruz – o mais alto da cidade e construído com estrutura metálica.

Rua da Praia da Igreja das Dores e sua escadaria – um dos pontos turísticos da cidade.

Rua da Praia das suas esquinas, folhas caídas, paralepipedos inigualáveis e dos ambulantes “fixos”.

Rua da Praia da Praça da Alfândega e sua calçada de “pedrinhas portuguesas” onde é realizada a tradicional Feira do Livro – um dos maiores eventos culturais ao ar livre do mundo. Neste local antigamente se concentravam os comerciantes, já que ali existia o cais de desembarque, e recebeu seu primeiro calçamento em 1799, por ordem do ouvidor Lourenço José Vieira Souto.

Rua da Praia onde se encontra o moderno com o antigo.

 

O verdadeiro mapa da capital dos gaúchos, inicia com a Rua da Praia.

Rua do comércio. Rua de todos. Rua do poeta Mario Quintana.

O hotel onde ele residia –Hotel Majestic – hoje é a Casa de Cultura Mario Quintana. Prédio de uma arquitetura espetacular.

 

Tudo na Rua da Praia, cujo verdadeiro nome desde 17 de agosto de 1865 é Rua dos Andradas.

 

Rua da Praia – sempre assim é conhecida – foi e sempre será uma rua de todos. De dia ou de noite. Por ser o local preferencial para reuniões populares a Rua da Praia testemunhou eventos violentos como em 1890, 1915, 1923 e 1954, quando manifestações de cunho político resultaram em diversas mortes. Sua vocação agregadora se mantém até hoje, e o cruzamento da Rua da Praia com a Avenida Borges de Medeiros é conhecido como a Esquina Democrática, ponto consagrado de concentrações populares de variada natureza.

 

Rua da Praia que não tem praia...

Que rua!

Que passeio....

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

"LOMIR ALE ZINGEN"




“LOMIR ALE ZINGEN”

David Iasnogrodski – escritor, engenheiro, administrador – david.ez@terra.com.br


Música sempre!
 

Vou falar de música.

Vou falar de música cantada. De música interpretada.

É dito sempre que o povo judeu é o povo do livro.

Eu vou mais além.

É o povo do livro e da música.

Assim como outros povos também são com características musicais: o grande exemplo é o italiano. Estão sempre a cantar.

O povo judeu está cantando sempre. Suas principais preces são musicadas. Suas principais festividades são sempre acompanhadas de músicas características. Em tudo a música está sempre presente. Em todas as festas. Em todas as ocasiões. Desde o nascimento das pessoas até o casamento, passando pelas cerimônias de maioridade judaica (Bar e Bat Mitzvah).

Na maioria das vezes a música é alegre. Há ocasiões em que as melodias são “chorosas”.

Hoje em dia com o hebraico sendo a língua oficial do Estado de Israel, a música judaica está sendo conhecida no mundo em função de que seus intérpretes estão participando de vários festivais internacionais de música com algum êxito.

Quando a predominância era o “idisch” (dialeto do alemão) a música sempre esteve presente. O maior exemplo é o musical “Um Violinista no Telhado”, onde mostra toda a riqueza do linguajar “idisch” através da música. Claro está que nós o vimos através da língua inglesa, mas as músicas e os ritmos originais são em “idisch”, com texto original do autor “Sholem Aleichem”, um dos grandes autores na língua “idisch” e dos costumes “idisch”. Mostrava sempre o “shtetl” (cidadezinha europeia onde viviam os judeus), suas grandes características incluindo a música e a dança.

“Lomir Ale Zingen”, traduzindo do “idisch” significa – Vamos todos cantar -. Também é o título de uma música “idisch” muito cantada pelos integrantes das diversas comunidades judaicas espalhadas pelo mundo.

Cantar, tocar, ouvir.

Música – em todos os momentos (ao menos em minha opinião) é o grande exercício para o ser humano. É o grande exercício para baixar o tão elevado “stress” do século XXI entre os seres humanos.

Admiro muito os que sabem nos mostrar através da música toda sua arte.

Adoro música. Já explanei isso em diversas outras oportunidades. Não é verdade?

Não sei ler música.

Adoro música! Adoro ouvir música.

"lomir ale zingen
“Lomir Ale Zingen” – Vamos todos cantar. E sempre!

Há muitos anos atrás visitavam Porto Alegre inúmeros cantores famosos que interpretavam o cancioneiro judaico e “idisch”. Sempre meus pais me levavam para ouvi-los.

Benzion Witler
Um dos maiores intérpretes da época em música “idisch” era Benzion Witler, que também se apresentou na cidade de Porto Alegre, no Teatro São Pedro. Estava lotado de espectadores.

Muitos destes intérpretes vinham cantar, ou interpretar teatro “idisch” musicado na cidade de Porto Alegre, mesmo sendo a comunidade judaica muito pequena. Normalmente vinham de Buenos Aires, ou vinha de “tournée” pela América do Sul e faziam uma escala na capital de todos os gaúchos para que sua arte pudesse ser apreciada pela comunidade judaica de Porto Alegre e demais cidades do Rio Grande do Sul.

Finalizavam, quase sempre, seu espetáculo com a música “Lomir Ale Zingen” – e o público todo os acompanhavam.

Quando eu participei de um grupo musical de músicas folclóricas judaicas – Grupo Nearim (músicas em língua hebraica) esta música “Lomir Ale Zingen” fazia parte do nosso repertório, pois também nós jovens tínhamos algumas músicas em língua “idisch”. Ainda hoje, se entrarmos no “You tube” vamos ver jovens cantando músicas do velho cancioneiro “idisch”. Hoje em Porto Alegre existem alguns grupos musicais de música folclórica judaica ( Lechaim, Shalom, Coral Zemer, Shir Tov) que incluem no seu repertório músicas em “idisch”.

“Lomir Ale Zingen” – Vamos todos cantar – E sempre!

Isso faz um bem danado!