quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

PAUSA!



PAUSA!

pausa!


David Iasnogrodski – escritor, engenheiro, administrador – david.ez@terra.com.br



Pausa!

“Pausa que refresca” – antigo mote publicitário da Coca Cola.
Fiz uma pesquisa interativa.
(Hoje tudo é através de pesquisa interativa).
E a pesquisa foi a seguinte:
“Mereço ou não mereço ter um período de férias?”
Houveram respostas...
Sabem quantas?
Uma.
Sim uma.
E foi a minha.
E foi a vencedora.
Dizendo que mereço um período de “vacaciones”.
Baseado na resposta da pesquisa resolvi realizar uma “pequena” pausa.
E é o que eu vou fazer.
Alguns dias vocês não terão a minha presença.
Devem estar batendo palmas.
Atirando foguetes.
Mas... É a pura verdade! Vou tirar um período de férias.
Sentirei saudades de vocês.
É um convívio muito amigável, mas até breve!

Tchau!

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

"ELES" TAMBÉM VIAJAM...



“ELES” TAMBÉM VIAJAM...


"eles" também viajam...
David Iasnogrodski – escritor, engenheiro, administrador – david.ez@terra.com.br
www.davidiasnogrodski.blogspot.com 




- Oi Dunga!
- Oi Teço!
- Estamos hoje nos encontrando em novo parque.
- Sim! Fomos levados, até que enfim, para um novo lugar. Maior! Mais árvores... Mais bancos para “eles” sentarem.
- Falando sério! Eu já estava com “saco cheio” daquela praça. Tudo igual! As mesmas coisas. Tudo igual! Ao menos neste parque a “gente” tem mais grama. Mais coisas para a “gente” ver. Até o número de pássaros é maior. Mais lugares para a “gente” correr.
- É verdade! Este parque tem  monumentos lindos. Pena que estão todos pichados! Tem dançarinos de tango. Tocadores de violão, cantores, mas todos com um “pratinho” na frente. E não é para colocar comida como se fosse para “nós”. É para os apreciadores colocarem moedas. É o trabalho “deles”... Noto também que tem muito mais “gente” como a “gente” e gente como “eles”...
- Iguais aos “nossos’ donos...
- Continuo afirmando: “donos”, porque eles continuam nos tratando como ‘nossos donos”, mas “falam” aos “seus” amigos que somos seus “filhinhos”... Fico só ouvindo e olhando...
- Que sadismo!
- Mas tenho uma novidade para te contar.
- Então fala. Desembucha!
- Estive viajando! Até que enfim! Realizei um de meus sonhos. Gosto muito de viajar. Toda vez que vejo na televisão cidades diferentes eu penso: ainda um dia terei oportunidade de conhecer.
- Pra onde foste? Ou melhor, para onde foste levado?
- Para São Paulo. E de avião...
- De avião? Deve ter sido muito legal! Viajar de avião é muito rápido e muito confortável. Não é verdade?
- Rápido é. Muito rápido. Fui num vôo noturno. Mas nada confortável, ao menos onde fui “colocado”. Fui no porão daquele “monstro”. Junto com as bagagens “deles”. Veja só – não tiveram a “coragem” de me colocarem junto “deles”. Naquelas poltronas super confortáveis que tem lá em cima, como “você” mesmo disse... “somos” sempre, em tudo, os excluídos! Isso que somos considerados os filhinhos... Imagina se “nós” não fôssemos os filhinhos... Continuo dizendo: são “nossos” donos.
- Tirando os problemas com a viagem, como foi o resto? Deu para conhecer aquela “cidade grande”?
- Foi muito legal! Conheci muitos lugares que eu “sonhava” muito em conhecer. É uma “cidade monstruosa”. Trânsito maluco. Demora muito tempo para que a “gente” possa ir de um lugar a outro. Mesmo assim, nos poucos dias que estive lá pude apreciar muitos lugares.
- Quais?
- Fui na Rua 25 de março. Rua de muito movimento. “Eles” queriam fazer umas “comprinhas”. Rua com grandes lojas. Muitos camelôs. Enfim um movimento enorme. Fui no Parque Ibirapuera. Belíssimo! Corri bastante. Fiz algumas amizades, mas ”nossos” colegas de lá também só pensam em trabalho como os donos deles... Andei de metrô. É muito legal! Mas tive que ir no colo do meu “dono”. Foi tudo muito legal! Estive em outros lugares que nem me lembro o nome.
- Como eu também gostaria de viajar! Meu dia chegará...
- Olha não existe coisa melhor neste mundo do que a “gente” sair e conhecer novas “amizades” e novos lugares. “Eles” e “nós” precisamos, às vezes, nos arejar um pouco através de saídas...
- Bem, estou achando este parque tão mal cuidado. Não achas?
- É verdade! Observo muito na TV que estão solicitando a todos a colaboração para que ajudem na manutenção de praças e parques. Eu só faço minhas necessidades junto às árvores. Vejo muitos sujarem com papéis e latas de refrigerantes e cervejas. Não deveria ser assim. Precisariam colocar os detritos junto aos locais adequados...
- É verdade! A “gente” só observa o contrário...
- Algo que “nós” poderíamos solicitar ao “nosso glorioso” sindicato. Que o mesmo fizesse uma campanha mercadológica em prol de uma melhor manutenção dos “nossos” parques.
- Boa idéia! Até para “nós” seria melhor...
- Vamos levar adiante a “nossa” idéia?
-         Vamos...
-         E o slogan que “nós” vamos sugerir é o seguinte: “ manutenção e limpeza sempre”. Em tudo devemos pensar que: “nós unidos jamais seremos vencidos”!
-          Para este assunto “nós’ já temos a solução... Notaste que já está havendo pessoas estranhas nos parques e praças?
-         Claro! são os candidatos ao pleito eleitoral que está se aproximando...
-         Nem tinha me apercebido disso! A cidade está limpa!
-         É porque neste ano a lei mudou e “eles” não podem mais fixar cartazes nas ruas. Porisso estão vindo nos parques e apertando as mãos dos “conhecidos”...
-         E “nós”? Não somos conhecidos “deles”?
-         Claro que não... “nós” não votamos.  “Nós” não temos título eleitoral...
-         É verdade!
-         Bem, já estão nos puxando. É o sinal de irmos para casa.
-         Não temos nunca liberdade de ficarmos o tempo que desejarmos...
-         Mais uma verdade! “Eles” são assim. Não pensam que também temos direito à liberdade...

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Mais uma vez notamos que “eles” Dunga e Teco ( dois “cãezinhos”) estão tentando ocupar o espaço “deles”.

Será que “eles” – os cães” um dia conseguirão? 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

CONVERSA VAI, CONVERSA VEM...



CONVERSA VAI, CONVERSA VEM...


David Iasnogrodski – escritor, engenheiro, administrador – david.ez@terra.com.br
"papo agradável..."







É muito bom conversar.

Conversar com pessoas amigas.
Conversar com pessoas amigas e inteligentes.
Eu considero muito importante, também, numa boa conversa é falar da atualidade.
Enfim, conversar é muito salutar...
Colocar o papo em dia...
Nesta semana fui convidado para participar de um programa de televisão.
Ponto Net é o título do programa.
O apresentador é Ricardo Orlandini.
Papo vai, apo vem...
Todo o tempo foi uma descontração total.
O principal assunto foi Porto Alegre. A nossa capital. A capital de “todos” os gaúchos.
Assunto que gosto muito. Além de ser minha cidade natal é a cidade que acolheu meus pais quando vieram da longínqua Europa nos anos 20 do século passado.
Foi um papo muito legal!
Espero que vocês, ao verem (POA TV é o canal – canal 6 da NET) também gostem.
Foi uma conversa muito agradável, pois além de ser bem conduzido pelo apresentador ainda me deixou bem à vontade para discorrer sobre o assunto principal: Porto Alegre, seus bairros e principalmente o bom Fim.
Bairro que me liga muito. Escrevo muito a respeito deste bairro diferente da capital dos gaúchos. O “pai” deste assunto sempre foi e sempre será o “mestre” Scliar (Moacyr), o “mestre” de todos nós. Também falamos nele. Está fazendo muita falta na literatura gaúcha.
Bom Fim – um bairro “mágico”, assim como mágica é a “minha” Porto Alegre.
Tem problemas. Sim! (Quem não os tem?).
Mas é uma cidade agradável. Em todos os sentidos. Menos no “forno” do verão. Que calor! Ufa!
Em síntese: foi uma conversa agradável. Não vimos o tempo passar.
Foi legal!

Orlandini! Muito obrigado!

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

SAUDADE!



SAUDADE!
David Iasnogrodski – escritor, engenheiro, administrador – david.ez@terra.com.br

Tchau!
Estou indo.
Até breve!
Até breve?
Mas este breve poderá ser um longo tempo...
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Palavras acredito eu, de algum imigrante se despedindo dos seus familiares.
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Meus pais foram filhos de imigrantes.
Filhos, pois vieram com eles para o nosso Brasil.
Os pais deles foram os imigrantes e trouxeram toda a família.
Situação nada fácil!
Mas lá, também a situação não estava nada fácil...
Mas tiveram, repentinamente, trocar seus hábitos.
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Outra situação:
Um casal jovem toma a coragem de imigrar. Mudar a vida.
Não importa o motivo.
No meio de choros, lágrimas e soluços de tristeza dizem o “tchau”!
tchau!
São acompanhados até o aeroporto, rodoviária, ferroviária ou ainda um porto.
Aos poucos vão sentindo a solidão.
Aos poucos vão sentindo a saudade.
Aos poucos estão iniciando uma nova etapa das suas vidas.
tchau!
- E aqui vamos nós! A procura de amigos. A procura de abraços. A procura de um aconchego. A procura de trabalho. Temos muito a conquistar...
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O tempo passa!
E como passa...
O casal aumenta a família.
Vêm os filhos. Estes crescem. Casam. Dão netos a estes avós e num repente, junto ao espelho da casa iniciam a pensar naquele início.
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Vem a frase: “Nascem os filhos para o mundo, mas não é fácil cortar o cordão umbilical”.
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Novamente junto ao espelho:
- Estamos sós. Novamente! Com muita saudade. Saudade daqueles que deixamos junto àquele porto. Saudade daqueles que já não estão junto de nós.
Saudade?
Orfandade?
- Não sabemos. Só temos amigos neste novo local que já não é tão novo assim, pois já estamos aqui há tanto tempo e tão bem fomos recebidos.
Por todos!
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Estamos voltando àquele passado.
Deixamos os outros.
Formamos família.
Temos amigos. Mas aqui diante deste espelho nos vemos com “aquelas” mesmas lágrimas e soluços daquela despedida. O sol estava radiante, mas me parecia um dia muito chuvoso...
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Tanto tempo.
E o mesmo tempo...
Tempo de recordar.
Tempo de coragem.
Tempo de saudade.
Tempo de sentir órfão.
Tempo de pensar.
Tempo de dizer: “Quanto tempo”!
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Diante deste espelho devemos dizer: “Não podemos pestanejar. Necessitamos cada vez mais ter força pois o amanhã deverá ser, certamente, melhor do que hoje”.
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Fomos imigrantes.
Deixamos para trás uma tranquilidade, talvez até, não tão tranquila.
Fomos em busca de outra realidade.
Estamos aqui.
Não esquecemos aquele “tchau” de despedida.
Hoje aqui com este espelho.
Estamos a pensar na saudade que temos do tempo passado e daqueles entes queridos que já não estejam mais conosco.
Nem aqui e nem lá...
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Os tempos são outros.
Conquistamos tudo ou quase tudo. Sempre há o desejo de conquistas...
Não esquecemos aquele “tchau”. Aquele “tchau” nos deu muita força.  Muita saudade...
Mas há, sempre, o pensamento da saudade e orfandade.
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Aquele “tchau” está e estará sempre presente entre nós.
Mas sempre seremos devedores ao acolhimento das pessoas e do país.
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“Amanhã sempre deverá ser melhor do que hoje”.
Mas a saudade e o sentimento de orfandade também estarão presentes, em muitos momentos. Principalmente diante de um espelho.
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tchau!
Não é fácil ser um imigrante!